Linha do Tempo
Principais marcos da carreira de Jair Bolsonaro
Marcos Históricos
| Ano | Cargo / Evento |
|---|---|
| 1973 | Ingresso na Escola de Cadetes do Exército (EsPCEx) |
| 1977 | Formação na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) |
| 1978 | Recebe Medalha do Pacificador com Palma por "Ato de Bravura" |
| 1986 | Preso por 15 dias após publicar artigo na revista Veja criticando baixos salários militares |
| 1988 | Transferência para a reserva com posto de capitão |
| 1989 | Eleito Vereador da cidade do Rio de Janeiro pelo PDC |
| 1991 | Início do primeiro mandato como Deputado Federal pelo Rio de Janeiro |
| 1994-2018 | Reeleito seis vezes consecutivas como Deputado Federal |
| 2018 | Eleito Presidente da República com 55,13% dos votos válidos |
| 2019 | Posse como 38º Presidente do Brasil (1º de janeiro) |
Carreira Militar (1973-1988)
Bolsonaro iniciou sua carreira militar aos 17 anos, ingressando na Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Após alguns meses, prestou concurso para a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), sendo aprovado no final de 1973. Formou-se em 1977 e integrou a Brigada de Infantaria Paraquedista, especializando-se em paraquedismo.
Durante sua carreira militar, serviu como Aspirante a Oficial no 21º Grupo de Artilharia de Campanha em São Cristóvão, Rio de Janeiro, e posteriormente no 9º GAC em Nioaque, Mato Grosso do Sul (1979-1981). Após cursar a Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx) em 1982, foi designado para o 8º Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista em Deodoro, onde foi um dos tenentes responsáveis pela avaliação física de soldados que concorriam ao curso de paraquedismo.
Em 1986, Bolsonaro foi preso por 15 dias após publicar um artigo na revista Veja criticando os baixos salários dos militares. O artigo gerou grande repercussão e solidariedade de oficiais da ativa e da reserva. Dois anos depois, foi absolvido pelo Superior Tribunal Militar (STM).
Carreira Política (1989-2018)
Após se transferir para a reserva em 1988 com o posto de capitão, Bolsonaro concorreu à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo eleito vereador pelo Partido Democrata Cristão (PDC) em 1989. Em 1990, foi eleito deputado federal, cargo para o qual foi reeleito seis vezes consecutivas.
Durante seus 27 anos como congressista, Bolsonaro ficou conhecido por seu conservadorismo social e por conflitos públicos. Tornou-se um vocal opositor dos direitos LGBT e fez declarações que foram classificadas como discurso de ódio. Também defendeu publicamente as práticas de tortura e assassinatos cometidos pela ditadura militar brasileira.
Campanha Presidencial (2018)
A campanha presidencial de Bolsonaro foi lançada pelo Partido Social Liberal (PSL) em agosto de 2018. Ele se apresentou como um candidato antissistema, pró-mercado e defensor de valores familiares. Sua coligação era intitulada "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".
Bolsonaro disputou o segundo turno das eleições de 2018 contra Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT). Com uma campanha que enfatizava segurança, combate à corrupção e reformas econômicas, Bolsonaro venceu com 55,13% dos votos válidos, tornando-se o 38º presidente eleito do Brasil.
Bolsonaro recebeu 55,13% dos votos válidos no segundo turno das eleições de 2018, derrotando Fernando Haddad (PT) que obteve 44,87% dos votos. Sua vitória foi vista como reflexo da insatisfação popular com a crise econômica e a violência urbana.
Governo (2019-2022)
Bolsonaro assumiu a presidência em 1º de janeiro de 2019, com Hamilton Mourão como vice-presidente. Seu governo se caracterizou por forte presença de ministros de formação militar, alinhamento com a direita populista internacional e políticas que enfatizavam segurança pública e reformas econômicas.
Eleições de 2022
Nas eleições presidenciais de 2022, Bolsonaro disputou a reeleição contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de uma campanha intensa, Bolsonaro foi derrotado no segundo turno, tornando-se o primeiro presidente do Brasil a não conseguir se reeleger desde a instituição da reeleição em 1997.
Após a derrota eleitoral, Bolsonaro foi investigado por suspeitas de crimes contra o patrimônio público e esquemas de corrupção, além de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político, ficando inelegível por oito anos.